Vazão da água do Rio Piranhas vai diminuir
Técnicos da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa) constataram
que a vazão estava acima do estabelecido pela norma da ANA. Por isso, o
Governo do Estado solicitou o monitoramento. De acordo com o presidente
da Aesa, João Vicente Machado Sobrinho, o Dnocs e a própria ANA,
responsáveis pela gestão do rio, que é de domínio da União, não estavam
cumprindo a Resolução 687, de dezembro de 2004, que limita a vazão.
Na quarta-feira passada (3), um encontro realizado em Natal (RN)
reuniu representantes das entidades envolvidas para resolver o problema.
“Houve um descontrole e, quando percebemos isto, rapidamente
solicitamos uma reunião. Fomos prontamente atendidos e saímos do
encontro com a certeza de que o monitoramento vai ser reforçado”,
revelou o presidente.
Para garantir um acompanhamento de forma ininterrupta, a ANA estuda a
possibilidade de implantar uma Plataforma de Controle à Distância
(PCD), possibilitando que a medição e a regulagem da vazão sejam feitas
de forma remota. “Um equipamento como esse é indispensável para evitar o
descontrole”, observou João Vicente.
Piancó/Piranhas - O rio Piancó nasce no município de
Conceição, na Paraíba, atravessa diversos municípios no Estado,
formando o conhecido Vale do Piancó. Suas águas são represadas pelo
reservatório Coremas (que tem hoje 318.250.000 m³ ou 44,2% de sua
capacidade) e depois encontram-se com o rio Piranhas. Este último
atravessa diversos municípios paraibanos até chegar ao Estado do Rio
Grande do Norte. Ao atravessar mais de um estado, o rio passa a ser de
domínio da União segundo a Lei Nº 9433 de 1997.
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