PATRICIA MAIA DIZ; SE MEU PAI FOSSE VIVO FARIA 74 ANOS HOJE,(13)
U vida ceifada jovem, aos 60 anos! Dele todo meu amor, admiração,
motivação e inspiração Médico humano, Professor inspirador, Pai amoroso e exemplar. A saudade é eterna do nosso NELSON MAIA
Encontrei essa crônica
que escrevi há 12 anos, o sentimento não muda. Sei que do infinito você
olha por todos nós, continua nos inspirando e guardando sua esposa,
filhos e netos e todos que o amam e admiram até hoje!
Viajando
para Natal com minha mãe, troquei meus CD’s de música sem reparar muito
naqueles que colocava, e durante a viagem, conforme escutava
recordava-me tanto do meu pai, pois muitos desses CD’s a ele pertencia.
A lembrança foi muito dolorosa, mas também muito bonita, pois me veio a
recordação de como era viajar com ele, e como sempre aproveitava para
nos ensinar um pouco: colocava as músicas e brincava sempre sobre quem
era o cantor, o compositor , de que ano era a gravação e assim
sucessivamente passávamos por Altemar Dutra, Nelson Gonçalves, Roberto
Carlos, Jair Rodrigues e tantos outros.
Fiquei pensando e resolvi escrever com pedaços de suas canções preferidas aquilo que sinto em meu coração.
“Meu querido, meu velho, meu amigo...”
Gostaria de abrir a porta pela manhã e te ver ali parado, de mala na
mão e ouvir você dizer: “eu voltei agora pra ficar, por que aqui, aqui é
o meu lugar...”, mas penso e sei que isso não será possível, com o
passar do tempo serão apenas “detalhes que eu guardo na lembrança,
detalhes tão pequenos de nós dois..., mas “são coisas muito grandes para
esquecer e a toda hora vão estar presentes...”, sei que “amanhã de
manhã...” na nossa casa a mesa continuará vazia sem você, pois “naquela
mesa esta faltando ele e a saudade dele está doendo em mim...”, penso
por outro lado que se estivéssemos juntos novamente, você tentaria me
consolar dizendo como fez tantas vezes: filha “encosta sua cabecinha no
meu ombro e chora...” e eu choraria como choro até hoje a sua perda, sei
também que me diria que todos têm sua hora, o seu trem para o céu, e
que era chegada a sua, o seu trem era o “trem das onze”, diria “não
posso ficar mais nem um minuto com vocês...”.
Diria também “eu vou
seguir, uma luz lá no alto, eu vou ouvir, uma voz que me chama, eu vou
subir, a montanha e ficar bem mais perto de Deus...”
Eu buscaria
conforto na “a paz do seu sorriso...” , pois ao te perder eu soube o
significado do “ADEUS, cinco letras que choram...”, pois não sabemos
quando iremos nos reencontrar, assim falar sobre você me provoca “tantas
emoções...”, de tudo isto o que é mais importante é que de onde você
estiver sabe que aqui continuamos caminhando e que para tantas pessoas
você continua sendo “meu velho, meu querido velho...”.
(Com amor, Patrícia Maia)

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