Governo vai tentar acordo sobre decisão que suspendeu gastos com publicidade oficial
Vinte
dias depois da decisão judicial que suspendeu os gastos com publicidade
de todo o Governo do Estado para garantir atendimento médico de
moradores de Currais Novos, a Procuradoria-geral do Estado, finalmente,
buscou uma solução. Não foi recurso, não foi embargo de declaração
(conforme havia sido antecipado), mas sim um simples acordo, que o
Executivo ainda vai tentar propor as partes envolvidas na ação e ao juiz
da Vara Cível da comarca de Currais Novos, Marcus Vinícius Pereira
Júnior.
E essa, segundo o juiz, é a principal novidade. “O procurador-geral
do Estado, Miguel Josino, esteve aqui ontem (segunda-feira) e disse que
voltaria outro dia com o secretário de Planejamento e Finanças (Obery
Rodrigues) e o secretário de Saúde (Luiz Roberto Fonseca) para tentar
uma conciliação”, afirmou o magistrado, ressaltando a total
disponibilidade dele para conversar com o Governo. “Estou aqui de
segunda à sexta-feira”, disse.
Além da tentativa de acordo, o juiz Marcus Vinícius lembrou que houve
também um bloqueio das contas do Governo do Estado de R$ 82,5 mil. “O
valor foi repassado para a paciente que precisa da cirurgia para que ela
possa marcá-la”, explicou o magistrado de Currais Novos. Vale lembrar
que existem outros 39 processos contra o Estado em Currais Novos
solicitando atendimento médico e foram todos esses que motivaram a
decisão judicial.
Expedida pelo juiz Marcus Vinicius Pereira Júnior, em 30 de julho a
decisão, até o momento, não sofreu qualquer alteração por embargo de
declaração, agravo ou qualquer outro recurso. E é porque na semana
passada o Governo do Estado, por meio do procurador-geral do Estado,
Miguel Josino, afirmou que iria buscar um embargo de declaração porque
viu obscuridades na sentença.
O Governo do Estado, por meio da secretária estadual de Comunicação
Social, disse também que no dia seguinte a divulgação da sentença, o
próprio Miguel Josino foi até Currais Novos saber detalhes da decisão, o
que, segundo o juiz, também não ocorreu.
Do Jornal de Hoje
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