Páginas

Eis que Deus é o meu ajudador; o Senhor é quem sustenta a minha vida. (Salmo 54:4)

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Frustração de receita faz com que governo atrase o salário dos servidores prometido para hoje


O titular da pasta, Alber Nóbrega, garantiu que até meio-dia a situação já estaria totalmente regularizada. Foto: DivulgaçãoO clima entre os servidores vinculados à administração estadual ainda é de apreensão. Tudo começou com o anúncio feito pelo titular da Secretaria de Estado do Planejamento e das Finanças (Seplan), Obery Rodrigues, durante entrevista coletiva na tarde da última quinta-feira no auditório da governadoria. Na ocasião, o Governo do Estado declarou que os salários dos servidores não começariam a ser pagos na sexta-feira (27), conforme inicialmente programado, alegando frustração de receita.

A adaptação no calendário feita pela Seplan adiou para esta segunda-feira (30) o pagamento da primeira leva de servidores, especificamente os que têm salários de até R$ 3 mil, o que representaria 92% do funcionalismo estadual, segundo números apresentados. Quem recebe vencimentos superiores a esse valor só terá o salário creditado no próximo dia 10.

A equipe de reportagem d´O Jornal de Hoje entrou em contato com a Secretaria Estadual da Administração e dos Recursos Humanos (Searh) no fim da manhã de hoje para confirmar se, de fato, os salários seriam creditados conforme anunciado na última semana. O titular da pasta, Alber Nóbrega, garantiu que até meio-dia a situação já estaria totalmente regularizada.

Pouco tempo depois que o secretário fez a declaração, a assessoria do Governo divulgou nota informando que o salário dos trabalhadores já estaria creditado em suas contas. A questão é que, até o fechamento desta edição, por volta das 13h, os vencimentos ainda não haviam sido creditados. O Jornal de Hoje recebeu, inclusive, várias ligações de servidores dando conta de que o dinheiro ainda não estava disponível. Questionado sobre as reclamações, o secretário atribuiu a demora à logística das operações bancárias, mas reforçou o compromisso firmado.


O governo argumenta que, em dois anos, o Rio Grande do Norte acumula queda de R$ 500 milhões apenas do Fundo de Participação dos Estados (FPE), composto basicamente por tributos federais como Imposto de Renda e IPI. Em cerca de 20 estados da federação, o cenário é o mesmo. Em alguns, já foram tomadas medidas mais radicais, como extinção de secretarias e demissão de cerca de 4 mil pessoas.


Nenhum comentário:

Postar um comentário