Fernando Mineiro, do PT, não aceita coligação do PMDB com o DEM e ameaça acordão
As palavras do petista põe em xeque o acordo costurado entres os
líderes do PMDB, Henrique Eduardo Alves, e do PT, Fátima Bezerra, com
vistas à formação do palanque da oposição em 2014. Reunião recente no
diretório nacional do PT, em São Paulo, chancelou o acordo entre
peemedebistas e petistas. Tal acordo pretende impor a chapa Fernando
Bezerra ao governo pelo PMDB, Fátima Bezerra pelo PT para o Senado.
Mineiro se referiu à proposta do líder peemedebista que visa juntar
no mesmo palanque, além de PT e PMDB, o PSB e o DEM, partidos que
estarão em palanques opostos ao da presidente Dilma Rousseff –
especialmente o DEM, com quem o PT não admite aliança nem no primeiro,
nem no segundo turno das eleições gerais do ano que vem. Segundo o
deputado, caso seja confirmada a presença do DEM, ainda que na chapa
proporcional, no palanque do PMDB, o PT não ficará neste palanque.
“Acho que o PT não ficará nesse palanque. Todos nós sabemos que
existe um movimento do deputado Henrique buscando acordo amplo com todas
as forças. São forças que são contraditórias. Evidentemente que se for
essa a movimentação, certamente surgirão outras decisões. Até agora, não
tenho conhecimento. Se depender de mim, não aceitarei. E, se o PT
quiser ficar (num palanque com o DEM), eu não ficarei”, afirmou o
petista.
Henrique estaria articulando a presença de Wilma de Faria como
candidata a deputada federal pelo PSB na aliança proporcional que
estiver o PMDB, bem como a presença do deputado federal Felipe Maia como
representante do DEM na chapa de deputados federal da coligação. O
líder peemedebista anunciou que diversas deverão ser as chapas
proporcionais, salientando ser essa a sua posição, mas ressalvando que a
efetivação dessas chapas dependerá dos candidatos a deputado federal,
que serão os maiores interessados.
Mineiro disse que renunciou à pré-candidatura, diante do informe do
PT nacional em reunião recente, onde foi posto o acordo entre PMDB e PT
para 2014. “Na reunião, eu tinha colocado meu nome à disposição para
disputa do governo em 2014. Disse que conversava com vários setores do
PT, inclusive assumindo uma posição. Mas teve essa reunião em São Paulo,
as conversas. E resolvi não ficar colocando meu nome num faz de conta”.
Mineiro disse que havia duas condições para sua candidatura a
governador: apoio do diretório local do PT, e também do diretório
nacional. Com o nome fora do jogo, o petista agora admite disputar um
mandato de deputado federal. Mas, ainda vai analisar. “Não tem debate
neste sentido de me colocar na Câmara federal. Discutia-se uma tática
majoritária. Vamos abrir o debate, para saber que caminho seguir”,
frisou.
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