Mineiro diz que PT vive sua pior crise, mas nega caráter oligárquico da legenda
Em entrevista ao portalnoar.com, Domingos considerou que “Em Natal
foi reproduzido [no PT] o modelo das oligarquias, o modelo que não
conseguiu ser superado”. Ele também pontuou que “Mineiro e Fátima foram
forçados a lutar pela renovação do PT e ao mesmo tempo impedir que
alguém tomasse seus lugares”.
Para o cientista social, há ainda de ser posto para o debate a
afirmativa de que “A militância criou o mito sobre Mineiro e Fátima. Os
novos militantes não têm fidelidade a esses mitos criados. Não tem essa
história. Eles podem quebrar essa tradição”, comentou Domingos, o qual
acredita que haverá superação: “O PT jamais vai ficar para sempre no
formato Fátima x Mineiro”.
Para o deputado estadual que acabou se tornando um dos símbolos do
embate pelo poder dentro do partido, a análise de Domingos é parcial.
“Analisar a trajetória de um partido de esquerda sem analisar a inserção
onde ele está; o contexto de controle dos meios de comunicação é um
olhar parcial, que eu respeito”.
Em sintonia com o afirmado por Domingos, entretanto, Mineiro
reconhece que sempre defendeu a renovação dos quadros do partido. Ao
aprofundar sua análise, contudo, ignorou a acusação de que luta por
espaços e apresentou argumentação sob outra perspectiva.
“Independentemente de nossos erros, fazer politica aqui é difícil. Os
próprios movimentos sociais têm dificuldades. Há um movimento
progressista voltado para o sindicalismo, é verdade.
há empresariado que assuma posições mais avançadas em relação ao estado, que é controlado por famílias. Não há movimento forte do operariado e do empresariado. Eu digo que aqui, e não é culpa do PT, o estado do RN, no contexto do Brasil, foi o único em que não houve renovação dos atores políticos. Ainda estamos na polarização dos anos 80. Não é problema do PT isso, embora tenha condicionado o PT e todo o conjunto de forças da esquerda”.“Não vou dar uma de Pollyanna.
há empresariado que assuma posições mais avançadas em relação ao estado, que é controlado por famílias. Não há movimento forte do operariado e do empresariado. Eu digo que aqui, e não é culpa do PT, o estado do RN, no contexto do Brasil, foi o único em que não houve renovação dos atores políticos. Ainda estamos na polarização dos anos 80. Não é problema do PT isso, embora tenha condicionado o PT e todo o conjunto de forças da esquerda”.“Não vou dar uma de Pollyanna.
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