Vacina brasileira contra o HIV começa a ser testada em macacos
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Segundo Edecio Cunha Neto, um dos pesquisadores responsáveis por
conduzir o projeto, o diferencial da vacina é usar partes do vírus que
não se alteram. “Um dos grandes problemas de se fazer uma vacina contra o
HIV é que ele é hipervariável”, ressalta ao explicar que o genoma do
vírus pode varia até 20% entre dois pacientes.
Nos componentes que nós
escolhemos para colocar na vacina estão somente as regiões mais
conservadas do vírus, ou seja, aquelas que não variavam de um HIV para o
outro”, destacou. Além de ter pouca variação, as partes do vírus foram
selecionadas por provocarem forte reação no organismo da maioria das
pessoas. “Nós fizemos o que chamamos de desenho racional, para embutir
dentro da nossa vacina mecanismos para que ela fosse capaz de dar uma
resposta que funcionasse para os HIVs mais variados possíveis e que
funcionasse em um número grande de pessoas”.
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