Adiada para março de 2014 a votação do piso dos Agentes Comunitários de Saúde
A
votação da proposta que determina o piso salarial dos Agentes
Comunitários de Saúde e de Endemias foi retirada de pauta. O presidente
da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), anunciou que a
votação do Projeto de Lei (PL) 7.495/2006 ficará para março de 2014.
O adiamento atende pedido do movimento municipalista feito durante a XVI
Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, em julho, e também nas
mobilizações promovidas no Congresso Nacional ao longo deste ano. Nestes
eventos, os prefeitos, com apoio dos secretários, deixaram clara a
preocupação com a aprovação da proposta.
De acordo com Alves, a decisão foi tomada após uma reunião com os
representantes dos agentes. A categoria divulgou que os profissionais
aceitaram a retirada do PL da pauta, pois entendem que não há mais como
votar este ano.
CNM pede avaliação do impacto - O PL 7.495/2006 prevê uma
remuneração equivalente a dois salários mínimos ou R$ 950, sem descontos
trabalhistas. O impacto financeiro desse projeto nas prefeituras seria
de R$ 3,7 bilhões por ano, alerta a Confederação Nacional de Municípios
(CNM). A entidade lamenta ainda que a proposta não determine a fonte de
financiamento – de onde sairá o dinheiro para o pagamento dos agentes.
O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, defende que haja um levantamento
das implicações legais e administrativas, e dos impactos financeiros nos
Municípios. Segundo dados do Finbra/Secretaria do Tesouro Nacional
(STN), os entes municipais são responsáveis pela maior parcela de
financiamento do Sistema único de Saúde (SUS).
Ziulkoski esclarece que não é contrário à luta e as conquistas
trabalhistas, mas pede que os parlamentares avaliem os impactos do PL
nas contas municipais. “Além de preservarem a autonomia constitucional
conferida aos Municípios em estabelecer seus quadros de pessoal e
remuneração. É necessário garantir nas propostas que os pisos salariais
não afetem a esfera pública”, afirma o presidente da CNM.
Pauta trancada -Com o adiamento, Alves quer que a base governista
destranque a pauta de votações da Câmara. Ela está trancada com
urgência constitucional de três projetos: o marco civil da internet; a
multa do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para o Minha Casa,
Minha Vida e o porte de arma para agentes penitenciários. O governo
usava essa estratégia para impedir a votação do PL dos agentes, pois ele
representa despesas para a União.
Se engana quem quiser!

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