Rosalba silencia sobre decisão do TRE e advogado diz “estranhar” afastamento
Pelo menos, o advogado dela, Thiago Cortez, se pronunciou sobre o
assunto. Revelou que estranhou a decisão do TRE, sobretudo, porque eles
julgaram e decidiram por algo que nem estava na sentença inicial, da
juíza da 34ª zona eleitoral, Ana Clarisse Arruda.
“Não entendemos essa decisão porque foi julgado algo que nem estava
no processo. A sentença não fala de inelegibilidade de Rosalba, muito
menos de afastamento”, afirmou Felipe Cortez, logo após o julgamento,
confirmando também o objetivo de recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral
(TSE) com pedido de efeito suspensivo para manter a governadora no
cargo até o julgamento do mérito.
Realmente, a sentença não trata do assunto, apesar de condenar
Rosalba Ciarlini como litisconsorte passivo do processo por ela ter
utilizado o avião oficial do Governo do Estado para ir a campanha
eleitoral de Mossoró participar de eventos de cunhos eleitorais de
Cláudia Regina e Wellington Filho. Quando fala de inelegibilidade de
oito anos, no entanto, aponta a punição como sendo, apenas, para a dupla
de gestores mossoroenses e não inclui Rosalba.
Na decisão do TRE, a maioria dos juízes decidiram pelo afastamento da
governadora Rosalba Ciarlini por conduta vedada na campanha eleitoral
de 2012, pela Prefeitura de Mossoró, ou seja, quando nem candidata era.
Na decisão da Corte, foi determinada também a comunicação do presidente
da Assembleia Legislativa, Ricardo Motta (PROS), para que ele emposse de
forma imediata o vice-governador, Robinson Faria (PSD).
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