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sexta-feira, 11 de abril de 2014

SOS Municípios: Wilma sugere cobrança de compromisso dos presidenciáveis.
Presidente do PSB/RN, a vice-prefeita de Natal Wilma de Faria, participou na manhã desta sexta-feira (11), na Assembleia Legislativa, do evento SOS Municípios 2014, que é promovido pela Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn) e cobra o aumento de recursos para as cidades.

A ex-governadora do estado e ex-prefeita da capital reforçou a necessidade de aprovação urgente das PECs que tramitam no Congresso Nacional (PEC 39/2013 no Senado e 341/2013 na Câmara) e que ampliariam o FPM de 23,5% para 25,5%, mas propôs algo que considera mais ousado: que os gestores cobrem, neste ano eleitoral, o compromisso dos candidatos à presidência com o pacto federativo que redistribuiria melhor os recursos e acabaria com a rotina humilhante do “pires na mão”.

“Reconheço a dificuldade dos municípios e declaro total apoio. Os gestores estão desamparados, sem a atenção do Estado e nem da União. Durante esta campanha para presidência vamos fazer um debate com os candidatos, saber quem pretende se comprometer com esse tema. A verdade tem que ser dita e ninguém tem que ter medo: nunca aconteceu na história do Brasil uma situação tão difícil, como nesses últimos três anos. Estamos vivendo em alerta máximo, já que o caos financeiro está comprometendo a prestação de serviços públicos essenciais”, observou.

Wilma frisou ainda que “não adianta o governo federal ficar construindo escolas e unidades de saúde, se os municípios têm que arcar com todo o resto e não têm recursos para contratar os profissionais. Temos que acabar com isso dos prefeitos terem que viver com o pires na mão, pedindo apoio do governo do estado e da união”, criticou.

Uma das fundadoras da Femurn, Wilma destacou a luta pela aprovação das PECs que tramitam nas Casas Legislativas nacionais. “Sabemos que isso não solucionará em definitivo o déficit financeiro de várias prefeituras, mas já é um bom começo, visto que nos últimos anos os municípios só tiveram os encargos aumentados, sem a devida ampliação de repasses. Os prefeitos precisam cobrar da presidência da Câmara Federal, do Senado e da Presidência da República a aprovação urgente das matérias”.


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