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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Morte de Eduardo Campos exige reestruturação do PSB às vésperas das eleições


Eduardo Campos, Wilma de Faria e outros candidatos fazem caminhada na Cidade Alta (57)
A tragédia que culminou com a morte do presidenciável Eduardo Campos, a maior liderança nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB), nesta quarta-feira (13), exige uma rápida reestruturação da sigla às vésperas das eleições deste ano.

Campos tinha a cara do partido. Neste momento de luto, ainda não é impossível imaginar a sigla sem sua identidade. Os valores de combate às desigualdades sociais, pregados pela legenda, desde a fundação, com Miguel Arraes, avô de Eduardo, conduzem as lideranças que hoje militam com a sua bandeira.
No entanto, ainda não se vê, em um tempo curto, quem poderia liderar os pessebistas em nível nacional. A ex-ministra Marina Silva (PSB), que deverá assumir a candidatura à Presidência da República, pertence a um outro grupo político: a Rede de Sustentabilidade.
Apesar de ter se alinhado ao PSB, o grupo de Marina tem como meta, logo que passada as eleições, prosseguir com o objetivo de fundação da nova agremiação partidária, o que descarta a possibilidade de ela assumir a liderança nacional.
Embora esteja no PSB, a candidatura de Marina, caso seja confirmada como concorrente à Presidência, será da Rede. Deverá caber ao grupo originalmente do partido se reunir para indicar o vice. Ainda chocado com a forma trágica que ocorreu a morte de Campos, o partido ainda não fala sobre a sucessão. Se dedica às homenagens ao seu maior líder. O prazo é de dez dias para oficializar a decisão junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
No Rio Grande do Norte, o PSB tem como maior liderança política a ex-governadora Wilma de Faria (PSB), que lidera todas as pesquisas de opinião para chegar ao Senado a partir de 2015. Wilma é uma das lideranças de maior expressividade da sigla no Nordeste, junto com o governador da Parabaíba, Ricardo Coutinho (PSB). Sem dúvidas, participará desse processo de reestruturação.
A perda de Eduardo foi grande para o País, para o Nordeste, para Pernambuco, e acima de tudo para o PSB.

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