Volume de chuvas esperado para todo o mês caiu sobre Natal nesta segunda.
Um volume de 72 milímetros de chuvas caiu sobre Natal somente nesta segunda-feira (4), conforme registrado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn). Segundo o meteorologista Gilmar Bistrot, esse montante era esperado para todo este mês
Esse volume se deve a instabilidades que tiveram origem no Oceano Atlântico e foi favorecido com o sistema de brisas litorâneas. Ainda conforme Gilmar Bistrot, o tempo em todo o litoral Leste do RN e região Agreste deve continuar com ocorrências de chuvas durante a madrugada e o início da manhã. “Essa situação deve mudar em meados deste mês, quando começar o período de ventos fortes no litoral, fazendo com que a frequência dessas precipitações caia”.
Já no restante do estado, a predominância deverá ser de céu parcialmente nublado a claro, com pancadas de chuvas isoladas.
Essa quantidade de chuvas que caiu sobre Natal nesta segunda fez com que a Defesa Civil do Município acionasse a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) para fechar a Avenida Sílvio Pedroza, no trecho da Praia de Areia Preta, onde ocorreu um deslizamento de terra em Mãe Luíza em meados de junho. A via, contudo, já foi liberada pelos fiscais de trânsito.
Segundo Carlos Eugênio, do setor de fiscalização de trânsito da Semob, essas intervenções na avenida serão feitas sempre que solicitadas pela Defesa Civil ou pela Secretaria Municipal de Obras Públicas e Infraestrutura (Semopi).
Eugênio Soares, diretor da Defesa Civil do Município, afirma que as chuvas desta segunda não chegaram a alterar a situação da cratera aberta em Mãe Luíza. “O sistema emergencial de drenagem, com as lonas, está funcionando bem e não há riscos de novos deslizamentos”, declara.
Ainda conforme Eugênio Soares, uma equipe de engenheiros da Defesa Civil Municipal deverá, nesta semana, fazer uma nova avaliação das casas interditadas na área de risco de desabamento em Mãe Luíza. O objetivo, segundo ele, é analisar a possibilidade de alguma residência ser liberada para as famílias retornarem aos seus lares. “Se os técnicos entenderem que isso é possível, então vamos liberar as casas”, explica.
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