Páginas

Eis que Deus é o meu ajudador; o Senhor é quem sustenta a minha vida. (Salmo 54:4)

domingo, 11 de janeiro de 2015

Marta critica Dilma e antevê derrocada do PT caso partido não mude.


Senadora criticou duramente presidente e seu partido.
A senadora Marta Suplicy (PT) criticou duramente em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo os rumos que seu partido tomou. Para ela, “Ou o PT muda, ou acaba”. Sentindo-se alijada da legenda que ajudou a fundar, a parlamentar abriu o jogo sobre o racha interno nas alas dilmistas e lulistas, além de criticar a política econômica do atual governo.
Também foi a primeira vez que um petista de alto coturno admitiu que ex-presidente Lula orientou o movimento que pedia sua volta à Presidência da República. A senadora do PT comentou ainda que chegou em pensar a disputar a vaga hoje ocupada por Dilma, mas que recuou e trabalhou pelo projeto do PT quando foi preterida.
“Pensei sim [em ser presidente]. Quando era neófita, tinha clareza de que poderia ser presidente. Depois isso caiu por terra, até que um dia o Lula, no avião dele, quando era presidente, me disse: ‘Minha sucessora vai ser uma mulher’. E pensei que ou seria eu, ou Marina (Silva) ou Dilma. Logo vi aquela história de ‘mãe do PAC’ e que era a Dilma. Pensei: ‘O que faço? Bom, ou ficava contra e não fazia coisa nenhuma, ou ajudava. Mais uma vez, decidi ajudar. Sempre achei que ia acabar ficando meio de fora das coisas, talvez pela origem, talvez por ser loura de olho azul, não sei”, revelou a senadora, contando ainda sobre os conflitos gerados a partir de Aloizio Mercandante, ministro da Casa Civil do atual governo, e Rui Falcão, presidente do PT.
“O Mercandante é inimigo, o Rui traiu o partido e o projeto do PT, e o partido se acovardou ao recusar um debate sobre quem era melhor para o País, mesmo sabendo as limitações da Dilma. Já no primeiro dia, vimos um ministério cujo critério foi a exclusão de todos que eram próximos do Lula. O Gilberto Carvalho é o mais óbvio. Mercandante mente quando diz que Lula deverá ser o candidato [em 2018]. Ele é candidatíssimo e está operando nessa direção desde a campanha, quando houve um complô dele com Rui e João Santana para barrar Lula. Ele [Mercadante] vai ter contra si sua arrogância, seu autoritarismo, sua capacidade de promover trapalhadas. Mas ele já era o homem forte do governo. Logo, todas as trapalhadas que ocorreram antes, ocorrem agora e ocorrerão depois terão a digital dele”, analisou Marta.
A senadora também revelou que avalia se vai deixar o partido. “A decisão não está tomada ainda, mas passei um mês e meio, dois meses, chorando, com uma tristeza profunda, uma decepção enorme, me sentindo uma idiota. Não tomei decisão de sair, nem para qual partido, mas tenho portas abertas e convites de praticamente todos, execeto do PSDB e do DEM”.

Nenhum comentário:

Postar um comentário