Vereadores defendem manifestações contra presidente Dilma, mas pedem cautela.
A avaliação geral da maioria dos vereadores é que a insatisfação resultante do pacote fiscal da presidente mais seu último pronunciamento em cadeia nacional foram determinantes para o agravamento dessa crise.
“Isso é culpa dela. Dilma venceu uma eleição prometendo que não iria haver tarifaço, aí fez o tarifaço. Prometeu não mexer em direitos trabalhistas e mexeu em direitos trabalhistas. E isso sem falar na corrupção endêmica na Petrobras institucionalizada no governo do PT”, criticou o vereador Ubaldo Fernandes (PMDB), que ainda avaliou como a conjuntura afeta a própria representatividade política.
“Temos hoje um cenário onde as instituição estão desacreditadas. É preciso ter em mente que a democracia e seus princípios são invioláveis, mas esse clima gerado com essa insatisfação é preocupante. Só não é mais porque a grande camada da população, essa que é assistida pelos programas sociais do governo, ainda não se rebelou”, avaliou ainda o vereador.
Para Dickson Júnior, o momento é histórico. “É um momento para se fazer história. Essa manifestação é prova de que a população não está contente com a situação atual do País”, afirmou o vereador, que ainda provocou os colegas do PT. “O vereador Hugo Manso está bastante nervoso com isso”.
Para a vereadora Júlia Arruda, o momento é de preocupação. Ela analisou que o momento está, de certa forma, associado às manifestações de junho de 2013 e teme que esse acirramento possa se agravar.
“Vejo esse momento com muita preocupação e acho que devemos ter muita cautela. Até mesmo para nós é preocupante porque as coisas chegaram a um ponto em que a crítica a política se tornou indiscriminada, incluindo qualquer um com atividade no meio”, comentou a parlamentar.
Nesta quarta-feira, os primeiros protestos já foram deflagrados no Brasil. Em Natal, movimentos ligados à esquerda, como os dos sem-terra e dos agricultores, cobraram medidas de assistência aos governos federal e estadual. Na sexta-feira, está prevista uma manifestação convocada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) em defesa da Petrobras e em contraponto ao protesto convocado para o próximo domingo (15) pelo impeachment da presidente Dilma.
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