Funcionários do judiciário federal aprovam greve para próxima segunda.
Os servidores do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Regional do Trabalho (TRT) e a Justiça Federal estiveram reunidos nesta quarta-feira (10) e decidiram o indicativo de greve para próxima segunda-feira, 14 de junho. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal no Rio Grande do Norte (Sintrajurn), os funcionários, compostos por analistas, oficiais de justiça e técnicos, não recebem um reajuste salarial há 10 anos.Eles já haviam paralisados as atividades em agosto do ano passado. A principal reivindicação é a aprovação do projeto de lei da câmara (PLC) 28/2015, que está relacionado com a recomposição das perdas salariais. “Dos 27 estados brasileiros apenas 17 aderiram a greve. Os servidores da Justiça da região Sul estão todos paralisados”, afirmou a coordenadora do Sintrajurn, Silvana Gruska.
A coordenadora afirmou que atualmente existe uma perda salarial em torno de 56%, comparando com os outros servidores federais e isto já é reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). “As mobilizações são as mesmas do ano passado, que luta pela aprovação do projeto que está na Câmara dos Deputados desde 2009 com base na tabela de 2008”, afirmou.
Em agosto do ano passado, a categoria conseguiu que o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, pressionasse os deputados federais para aprovar o projeto. “A lei agora está no Senado e afirmaram que vai entrar na pauta para votação ainda hoje, porém não acreditamos nisso”, alegou Gruska.
Caso a lei seja aprovada, as perdas salariais vão ser pagas a partir de seis parcelas e não vão ser recompostas totalmente. “Por incrível que pareça, caso este projeto seja adotado. A nossa defasagem no salário ainda vai continuar”, disse.
Silvana comentou que a greve é a única forma de chamar a atenção dos governantes. “Queremos ter o apoio dos gestores dos tribunais e que eles nos ajudem a mostrar ao governo que a gente precisa garantir os nossos direitos”, contou.
O Rio Grande do Norte é o primeiro estado do Nordeste a aderir a greve dos servidores federais do poder judiciário. Além da região Sul, o Distrito Federal também paralisou as atividades. Além da falta de reajuste salarial, Silvana Gruska também reclama da falta de uma data-base para o pagamento.
“Outras categorias, como bancários, tem uma data para os pagamentos, só a gente que não possui. Isso deveria ter. Nós temos que se virar de todas as formas neste momento, principalmente agora que estamos passando por uma crise econômica. Muitos pensam que servidor judiciário é um funcionário-fantasma, que não trabalha e este tempo já passou”, finalizou.
A última reposição salarial foi em 2006, referentes aos anos de 2002 a 2006. O sindicato alega que as perdas salariais sempre saem defasadas, pois as tabelas remuneratórias não são corrigidas durante o tempo de tramitação.
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