Passageiros lamentam ausência de infraestrutura nas paradas de Ônibus.
O problema atinge em todas as quatro zonas urbanas de Natal. Em certos pontos da cidade, principalmente nas vias conhecidas pela concentração de pontos comerciais, os passageiros ainda disputam o espaço com os veículos parados irregularmente.
Em fevereiro, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) havia enviado uma nota para o portalnoar.com dizendo que foi aberto um processo de licitação de 10 abrigos e estavam aguardando um aval da Caixa Econômica para a implantação de 1052 paradas na cidade, além da reestruturação daquelas existentes na Ribeira, Alecrim, Cidade Alta, Rocas, e Avenida Bernardo Vieira.
No bairro de Cidade Alta, por exemplo, a parada localizada em frente a Prefeitura do Natal está com proteção e cheia de bancos. Entretanto, andando mais alguns metros da Rua Ulisses Caldas existe uma parada que só tem a identificação de uma placa e não existe proteção alguma.
Os usuários disputam com os ambulantes, pedestres e vendedores das lojas existentes. Às vezes não sabemos quem são os ambulantes ou as pessoas que vão pegar o ônibus de tão tumultuada que é o local.
O aposentado Eugemar Cândido mora no Parque das Dunas, zona Norte de Natal, e reclama das condições do transporte público na cidade. “As paradas estão péssimas. Falta cobertura e banco para a gente se sentar. Tem dias que estou no centro e tenho que esperar em pé por uma hora o ônibus chegar”, disse.
Cândido ainda comentou que este problema também atinge aonde mora, uma vez que sua casa fica próxima da Avenida Moema Tinôco e os problemas recorrentes da via, como o excesso de lama, fez com que o ônbius no qual frequentemente utiliza ande agora na Avenida Itapetinga, fazendo com que ande em ruas perigosas.
Também aposentada, a usuária Maria do Carmo Cunha também reclama da falta de paradas adequadas na cidade. “É horrível ficar esperando no sol quente, muito ruim”, comentou.
A jovem Aline Souza mora no bairro de Ponta Negra. Apesar de viver próximo do principal cartão-postal da cidade, ela reclamou que é comum ver nos bairros da zona Sul da cidade paradas com bancos quebrados, pichados ou sem nenhuma cobertura para se proteger do sol e das chuvas.
“A maioria das vezes a gente tem que esperar os ônibus em um lugar que não tem proteção. A prefeitura pelo menos deveria reformar as paradas existentes”, sugeriu.
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